Trabalhando com a Nossa Criança interior

contatando o nosso Eu Superior. A criança é um personagem muito importante para nós e sempre aciona um nível de libertação emocional, porque todas as imagens e experiências que podemos lembrar de nossa infância estão contidas na entidade que denominamos como a “criança interior”. Através de sua pureza, podemos restabelecer os nossos laços com os estados estáticos naturais: o enlevo e o encantamento.

Ao nos fundirmos com a criança, sob a forma de uma entidade de sabedoria, que compreende o porque de estarmos aqui, que compreende aquilo de que necessitamos para o equilíbrio, a experiência é muito emocional. Essa experiência nos permitirá desviar a atenção do nosso ego, ou da nossa consciência externa, para um ponto interior de contato com as oitavas naturias da alegria e do encantamento. A criança, é por natureza um ser do encantamento, um ser que experimenta a leveza e que não retém a dor. A frequência da criança é alta demais para segurar as emoções densas e escuras, até mesmo quando o mundo externo se choca contra as crianças com marcas adultas que ela registra como ansiedade, medo e raiva. O estado natural é de deixar sair sempre, porque a criança vive no padrão cerebral do holograma.

A criança não tem a marca esquerda do cérebro fixada. Mesmo se um momento de medo ou de ansiedade for experimentado, o próximo momento da criança se dirigirá para um ponto, para um lugar de encantamento. A criança interior pode nos oferecer esse dom, esse presente: a experiência do encantamento, que sempre eleva a oitava do corpo emocional. Quando experimentamos o encantamento nos esquecemos do medo, e consequentemente, podemos chegar até o nosso Eu Divino, o que nos liberta do julgamento. Isso ocorre a nível energético. Podemos senti-lo, apalpá-lo e reconhecê-lo. Começamos, então, a tecer o holograma do nosso  eu multidimensional. A partir dessa oitava, poderemos então continuar na introdução desses níveis superiores de emoções que não existem ainda na terra; nos estados estáticos que ainda não fazem parte do nosso padrão de referência. E, portanto, a criança interior representa uma ligação profunda e extremamente importante em nosso processo evolutivo.

Um dos  modos  de começar a entender e atingir essa meta é entrar em contato com a criança interior, o que é fácil e simples de fazer:

Volte a atenção para dentro e crie um espaço calmo e seguro onde não será perturbado por ruídos indesejáveis nem por pessoas de mente negativa. Afrouxe a roupa e coloque-se em posição confortável. Entre em meditação simples e peça ao eu interior que se lembre de um tempo na infância em que você se sentia livre, cheio de alegria e aberto, e quando a sua imaginação fluía desimpedida. Talvez uma época em que você sentisse a presença de outros seres ou alguma comunhão com animais; talvez um momento em que estivesse brincando fora de casa ou fazendo alguém se sentir bem ou feliz. Procure em você os momentos de fusão, sucesso, paz e uma união com o divino. Recrie as experiências e os sentimentos que o acompanhavam. Você descobrirá que pode recriar a criança, os sentimentos de alegria, sinceridade e liberdade. Depois concentre sua atenção nas esperanças, intenções, ideais e talentos que tinha quando era criança, nos momentos de camaradagem, e os doces momentos em que perdia a sensação de separação e sentia-se fundido com um lugar ou outro ser.

Todos esses espaços estão em você, que tem acesso a eles a qualquer momento. Pode unir esses sentimentos às suas atividades atuais e usá-los como uma luz, um farol para dirigi-lo para novas atividades e afastá-lo das que não contribuem para a sua meta nesta vida. È importante continuar procurando os talentos com que você nasceu de modo a realmente poder viver de acordo com eles.

Chris Griscom

Solange Christtine Ventura
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