Os mecanismos de uma abdução alienígena


Durante a noite, quando são mais comuns, as abduções se dão nas primeiras horas da manhã, e o abduzido pode a princípio achar que se trata de um sonho. Mas um cuidadoso interrogatório feito pelo estudioso revelará que o protagonista não estava dormindo e que a experiência teve início em um estado consciente, após ter acordado. Ao começar o processo, a vítima pode sentir uma sutil mudança de consciência, ficando mais perceptível ao que se passa ao redor. Às vezes, há um momento de choque e tristeza quando o seqüestrado descobre, na entrevista ou durante uma sessão de hipnose, que aquilo que pensava ser um sonho e o fazia sentir-se mais confortável foi, na verdade, uma experiência bizarra e apavorante de abdução alienígena, que lembra ter acontecido, mas para a qual não tem explicação. Após o contato inicial, o abduzido normalmente flutua em direção à nave, às vezes pelo corredor, através de paredes, janelas ou o teto do carro. Em geral, espanta-se ao descobrir que atravessou um objeto sólido, sentindo apenas uma leve sensação vibratória. Na maioria dos casos, um raio de luz emitido pela nave parece servir como uma fonte de energia para transportá-lo do local onde estava até o veículo, que se encontra à espera dele. Quase sempre é acompanhado por um ou mais humanóides que o guiam até a nave. Nesse ponto, o abduzido descobre que foi dominado ou paralisado por algo como um toque de mão ou por um instrumento manejado pelos seres. A vítima consegue mover a cabeça e geralmente pode ver o que está se passando, apesar de freqüentemente fechar os olhos, numa tentativa de negar ou evitar a realidade que está vivendo.
Sensação vital - O terror associado à impotência mescla-se com a natureza apavorante das experiências de seqüestro alienígena. Quando elas se dão no quarto, a vítima pode inicialmente não ver a nave, que é a fonte de luminosidade e se encontra do lado de fora da casa. De tamanhos variados, os Ufos emanam fortes luzes de cores brancas, azul, alaranjados ou vermelha, de sua parte inferior e das aberturas laterais, que contornam sua borda exterior com a forma de escotilhas. Os abduzidos podem ser levados apenas a este objeto voador ou, através dele, a um maior e mais distante do solo, considerado uma nave-mãe.
Em raras ocasiões, são levados diretamente para o alto, para a nave maior, e vêem sua casa ou o chão embaixo diminuindo velozmente. Normalmente, reagem nessa e em ocasiões posteriores na tentativa de deter a experiência, mas isso de nada adianta, a não ser para dar ao paciente uma sensação vital de que ele não é apenas uma vítima passiva. Entretanto, há pequenas variações sobre o que é vivido durante essa fase da abdução.
As abduções são um problema muito maior do que imaginamos
Muitos poucos seres humanos conheceram tão bem o fenômeno da abdução como o falecido professor de psiquiatria da Universidade de Harvard, John Mack. Inicialmente cético quanto a existência dos Ufos e sofrendo pressões contrárias de seus colegas, mas curioso como todo bom cientista, Mack resolveu investir seu tempo na investigação dos seqüestros por ETs. Não conseguia mais ignorar a quantidade alarmante de casos que chegavam à minha atenção, e decidi ver se havia algo de verdadeiro neles, declarou. Sua descoberta foi espantosa: as abduções não somente são reais, como atingem uma quantidade imensa de pessoas, a maioria das quais sequer suspeita ter passado por tais experiências. Diante das evidências, Mack foi ainda mais fundo em suas investigações, fundou um centro de pesquisas de abduções e escreveu um livro que é referência na área, Abduction: Human Encounters with Aliens, traduzido e publicado no Brasil pela Educare [Abduções: Encontro de Humanos com Aliens, 1994]. Falecido em setembro de 2004, vítima de um acidente de trânsito na Inglaterra, Mack nos deixou seu legado e um excelente texto sobre suas descobertas.