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Dieta Mediterrânea - Longevidade
Alguns alimentos da dieta mediterrânea trazem mais benefício que outros, indica estudo

RIO - Alguns pratos da dieta mediterrânea são melhores para a saúde do que outros, indica pesquisa publicada este mês no "British Medical Journal". A dieta, que privilegia a ingestão de frutas, legumes, grãos, azeite de oliva e doses moderadas de álcool, está associada a um aumento da longevidade e uma incidência menor de doenças cardiovasculares.

Porém, alguns alimentos da dieta têm mais valor que outros. Frutas, verduras, nozes, castanhas, azeite e pequenas doses de vinho foram associadas a uma vida mais longa. O alto consumo de peixe, frutos do mar e grãos integrais, assim como a baixa ingestão de laticínios, não parecem ter um efeito significativo na longevidade.

O estudo foi coordenado pelo médico Dimitrios Trichopoulos, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, e avaliou a alimentação de 23 mil homens e mulheres durante cerca de 9 anos. Ao longo deste período, os participantes tinham que responder questionários sobre hábitos como fumo, prática de exercícios, e se já tinham enfrentado doenças como câncer, diabetes e distúrbios cardiovasculares.

O resultado indica que os principais benefícios da dieta mediterrânea são a ingestão de grandes quantidades de legumes e verduras, um consumo baixo a moderado de carne vermelha, e o vinho em pequenas doses somente nas refeições. O benefício maior, segundo Trichopoulos, é combinar leguminosas com azeite, duas fontes importantes de vitaminas, minerais e gorduras benéficas.

Alimentação Mediterrânea: a Dieta da Longevidade

Quem não gostaria de viver em um local que fosse reconhecido mundialmente pelo fato de seus habitantes apresentarem uma vida saudável, com os menores índice de doenças crônicas?

Essa região é a mediterrânea! Formada por países de três continentes diferentes - Itália, Espanha, Grécia, Iugoslávia, França e Albânia (da Europa), Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos (da África), Turquia, Israel, Síria e Líbano (da Ásia) - onde todos são banhados pelo mesmo Mar: o Mediterrâneo.

Apesar das inúmeras diferenças culturais, econômicas e sociais entre eles, certas características geográficas (clima, temperatura, solo) influenciaram sua agricultura e, conseqüentemente, seus hábitos alimentares, ao longo dos séculos. 

A dieta dos países mediterrâneos é composta pelo alto consumo de frutas, hortaliças (verduras e legumes), cereais, leguminosas (grão-de-bico, lentilha), oleaginosas (amêndoas, azeitonas, nozes), peixes, leite e derivados (iogurte, queijos), vinho e azeite de oliva.

Podemos observar que os alimentos que compõem a dieta mediterrânea são fontes de vitaminas, minerais, ácidos graxos mono e poliinsaturados, fibras e antioxidantes”

Mas, o que a faz diferente em relação à alimentação das outras regiões do mundo? Há um baixo consumo de carnes vermelhas, gorduras de origem animal, produtos industrializados e doces (ricos em gordura e açúcar).

Analisando-se os principais benefícios provenientes dos alimentos dessa dieta, temos:

Frutas e hortaliças: por conterem grande quantidade de fibras e antioxidantes (como beta-caroteno, licopeno, vitaminas E e C) previnem o câncer.

Cereais: são essencialmente fornecedores de energia para o organismo; mas, se forem integrais, também contribuem com vitaminas do Complexo B, vitamina E, selênio e fibras.

Leguminosas: são fonte de fibras e proteínas vegetais. As fibras combatem a constipação, evitam o câncer do cólon e reto (regiões do intestino grosso) e diminuem o nível do colesterol "ruim" (LDL) prevenindo o aparecimento das doenças cardiovasculares.

Oleaginosas: por possuírem ácidos graxos mono e poliinsaturados, as oleaginosas reduzem a chance da pessoa desenvolver a hipercolesterolemia (colesterol alto no sangue). No entanto, quem faz um plano alimentar, com objetivo de emagrecer, não deve exceder em seu consumo, pois apesar das inúmeras vantagens, elas são muito calóricas.

Peixes: são ricos em ácidos graxos ômega - 3, dessa forma, atuam contra o aparecimento de uma variedade de doenças, incluindo hipertensão, aterosclerose, doenças do coração e câncer.

Iogurtes: além de serem fonte de cálcio, contém lactobacilos (microorganismos vivos). O cálcio contribui para a prevenção da osteoporose e os lactobacilos beneficiam nossa flora intestinal, combatendo os microorganismos patogênicos que possam estar presentes nos intestinos.

Vinho tinto: por possuírem uma alta quantidade de flavonóides (antioxidantes), o vinho tinto evita a formação de placas de gorduras na parte interna dos vasos sanguíneos (ateromas), e por conseqüência, diminui o risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. De acordo com a cultura mediterrânea, o consumo do vinho tinto deve ocorrer durante as refeições, pois a presença de alimentos ameniza os efeitos tóxicos do álcool no organismo.

Azeite de oliva: é rico em fenóis (antioxidantes) e em ácido graxo monoinsaturado, sendo que o último atua no aumento da taxa do colesterol "bom" (HDL), favorecendo nosso coração. Segundo o costume do povo mediterrâneo, o ideal é consumi-lo diariamente, para temperar as saladas, regar um peixe ou carne que irá assar, fazer um arroz... Mas, não podemos esquecer que o azeite, assim como qualquer outra gordura, é calórico. Portanto, seu consumo não deve ser exagerado!

Podemos observar que os alimentos que compõem a dieta mediterrânea são fontes de vitaminas, minerais, ácidos graxos mono e poliinsaturados, fibras e antioxidantes. Além disso, são facilmente encontrados aqui, no Brasil. Portanto, se desejamos ter uma vida longa, com saúde (clique aqui e veja se você está no seu peso saudável), devemos iniciar a introdução desses alimentos em nossas refeições diárias.

Dieta do Mediterrâneo

Como funciona
-A dieta mediterrânea (européia) tradicional se caracteriza pela abundância de alimentos como pão, massas, verduras, saladas, legumes, frutas e frutas secas, azeite de oliva como principal fonte de gordura, moderado consumo de pescado, aves, produtos lácteos e ovos, pequenas quantidades de carnes vermelhas e pequenas ou moderadas quantidade de vinho, consumidas normalmente durante as refeições. Esta dieta é pobre em ácidos graxos saturados, rica em carboidratos e fibra, e tem alto conteúdo de ácidos graxos monoinsaturados derivados do azeite de oliva.

Vantagens- Proteger o coração contra infartos, diminuir o risco de câncer, defender a pele contra agressões, retardar os danos ao cérebro causados pelo envelhecimento e aumentar a longevidade. Esses benefícios à saúde oferecidos pela Dieta Mediterrânea em geral, e pelo azeite de oliva, em particular.

Receitas-     Penne com bacalhau , manjericão, tomates e azeitonas pretas
300 grs. de bacalhau já limpo , dessalgado , cozido e desfiado
20 azeitonas pretas cortadas em quartos
8 folhas de manjericão grande rasgadas com a mão
4 tomates sem pele e sem semente em cubos
4 colheres de azeite
2 dentes de alho picado
500 grs. de penne sal e pimenta a gosto

Cozinhe o penne em água abundante com sal até ficar ao dente . Escorra .Refogue o alho no azeite , junte o tomate , depois o bacalhau e deixe cozinhar ate que o tomate fique macio. Acrescente as azeitonas pretas e o manjericão . Misture o penne ao bacalhau ainda no fogo para que incorpore um pouco do molho . Arrume em uma travessa , ou em pratos individuais , decorando com manjericão grande.

Salada de Trigo Integral em Grão
1 copo de trigo em grão
2 peitos de frango
100g de vagem cozida
¼ de xícara de vinagre balsâmico
2 dentes de alho esmagado
1 colher de chá de tomilho
1 colher de chá de orégano
1 colher de chá de alecrim
½ xícara de azeitona preta sem caroço

Salada verde
50g de queijo árabe (chanclich) esmagado
Cozinhe o trigo em quantidade elevada de água até amaciar (cerca de 40 min.). Escorra, deixe esfriar e reserve. Cozinhe o frango em água e sal e corte-o em cubos. Deixe esfriar e misture ao trigo. Cozinhe a vagem picada em água e sal, por cinco minutos. Deixe esfriar. Misture ao trigo, coloque o alho, a vagem e as ervas. Incorpore o azeite aos poucos. Coloque as azeitonas e o tomate. Corrija o sal e a pimenta, colocando sobre a salada verde e polvilhe o queijo esmigalhado.

Dieta do Mediterrâneo: Por uma vida mais longa
Dieta Mediterrânea ou Dieta do Mediterrâneo tem sido intensamente estudada nos últimos anos e várias conclusões indicam que ela pode propiciar a melhor alimentação para a sua saúde.

DIETA PARA SAÚDE
Um dos primeiros estudos publicado no New England Journal of Medicine em 2003 mostrou, em voluntários gregos, que a Dieta do Mediterrâneo reduziu a mortalidade por todas as causas. Cientistas chegaram à mesma conclusão no ano seguinte em um estudo publicado no Journal of American Medical Association que utilizou grupos de voluntários com mais de setenta anos, de dez países da Europa, e que fizeram à Dieta do Mediterrâneo, combinada com atividade física.

Outra pesquisa de 2005 demonstrou que um grupo de indivíduos com doença cardíaca que utilizaram a Dieta Mediterrânea, diminuíram muito a taxa de mortalidade em um período de quatro anos, quando comparados com cardíacos que não utilizaram a dieta. Este estudo foi publicado na revista científica Archives of Internal Medicine.

DIETA PARA DIABÉTICOS
Um estudo publicado em 2008 indica que a dieta do mediterrâneo é a melhor para a saúde dos diabéticos e a que leva à maior perda de peso entre as mulheres.

O QUE É A DIETA MEDITERRÂNEA
Dieta do Mediterrâneo é um tipo de alimentação específica de países da região do mar Mediterrâneo (Portugal, França, Itália, Grécia, Espanha, etc.). Este padrão de alimentação é formado de vegetais, legumes, tomate, alho, frutas e, principalmente, óleo de oliva, óleo de canola, cereais pouco moídos, nozes e sementes, queijo branco e iogurte, além de vinho.

Vários estudos continuam confirmando estas observações. A conclusão é de que quanto mais a pessoa pratica a dieta mediterrânea tradicional, menor a chance de morrer por qualquer causa, incluindo câncer (risco menor de 24%) e doenças cardíacas (risco menor de 33%).

Fonte: Internet

Solange Christtine Ventura
http://www.curaeascensao.com.br