Desenvolvido por Ricardo Ventura
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Vamos Comer Açúcar?
Esse efeito direto do doce veneno é que os médicos chamam de hipoglicemia. Esse fenômeno pode se manifestar como langor (preguiça), fraqueza, sensação de desmaio iminente, vertigens, tonturas, prostração, angústia, depressão, palpitação cardíaca, sudorese, sensação de irrealidade etc.

A hipoglicemia também pode provocar uma leve depressão variável. Os anais médicos nos informam que muitas pessoas são tratadas pelos psiquiatras e até internadas por depressão, cuja única origem é hipoglicemia ou excessiva falta de açúcar no sangue. Se pesquisarmos melhor grande parte desses pacientes tem uma vida muito açucarada com o uso constante de refrigerantes, doces, massas, biscoitos, balas etc.

O mecanismo é muito simples: ao consumirmos açúcar em demasia, o organismo, através das células beta do pâncreas, produz muita insulina. Para quem não sabe, a insulina é o hormônio responsável pela “queima” da glicose do sangue. Quanto mais açúcar é consumido, mais insulina é produzida pelo pâncreas. Com o tempo e com o consumo continuado, o pâncreas produz mais insulina do que o necessário. Saibam também que a liberação da insulina depende da avaliação do sistema da veia porta hepática (circulação venosa), o tubo que canaliza todos os nutrientes e toxinas que são absorvidos ao longo do trato digestivo da comida ingerida até o fígado. Um pouco mais de insulina determina queima a mais de glicose, gerando falta. Sacaram como funciona o processo?

O nosso organismo dispõe de um sistema de regulagem automática. Ele mantém a glicose entre 70 e 110 mg em cada 100 ml de sangue. Mais insulina do que o normal vai produzir uma queda desses níveis determinando hipoglicemia. O cérebro é o órgão mais diretamente afetado com isso (o alimento do cérebro é a glicose), daí os mais freqüentes sintomas de depressão, tremores, agitação.

O produto químico denominado açúcar branco faz as pessoas reagirem de diversas formas: ficamos tristes (depressão) ou ligados (hiperatividade). O açúcar branco é uma espécie de "cocaína" sem corroer o nariz, mas corroendo os ossos e, sutilmente, o comportamento e a emoção.

A hipoglicemia é o primeiro estágio da degradação do pâncreas. O tratamento médico requer uma boa avaliação e depois a diminuição lenta do consumo de açúcar, paralelo a uma dieta bem apropriada.

A evolução natural da hipoglicemia, embora muito variável, desemboca naturalmente no diabetes. Dependendo de uma série de fatores, o pâncreas pode entrar em “cansaço” após anos de produção excessiva de insulina.

O pâncreas da nossa querida Monique começou a produzir menos insulina do que o necessário. Como resultado, começaram a aumentar no sangue os níveis de açúcar, determinando uma hiperglicemia. Nessa situação os sintomas já são completamente diferentes da hipoglicemia. Monique não sente nada a não ser muita sede, muita vontade de urinar e muita fome. O açúcar circulante começa a ser depositado e os problemas do diabetes vão surgindo.

Parece-nos importante compreender a importância do excesso de consumo de açúcar como gênese mais direta das doenças da sociedade moderna. O consumo do açúcar é insidioso e inconsciente.

Uma técnica psicológica interessante, que propomos aos leitores, que eleva o nível crítico e estimula a conscientização é a técnica da dissociação. Essa técnica fará você rever experiências, aprender com as experiências passadas, acompanhar a passagem do tempo e distanciar-se de situações desagradáveis.

Por exemplo: se você está chupando um sorvete, estando nessa experiência de lamber e sentir o gosto do sorvete, dizemos que você está associada a essa situação. Agora, saia dessa experiência, veja você fazendo isso, andando num shopping, visualizando seu corpo e a forma como você lambe o sorvete e caminha no shopping. Dizemos então que você está dissociado da experiência. A técnica de dissociação faz nos sentir distanciados daquilo que estamos fazendo, elevando o nosso nível crítico.

Visualizemos agora o seu comportamento dissociado no almoço profissional. Veja-se comendo uma lasanha e sorvendo a coca-cola, onde ela desce lenta e gradualmente pela garganta. Veja-se sentado à mesa com uma garrafa do refrigerante de 2 litros de Coca-Cola fraternalmente repartida entre os colegas. Veja-se agora arrotando disfarçadamente e começando a se deliciar com uma torta de chocolate. No trabalho, à tarde, veja-se degustando um biscoito com um copo de café na mão. À noite, já em casa, veja-se jantando, comendo uma fritura qualquer com arroz e batatas, e uma coca-cola para "ajudar" na digestão. De quebra, veja-se comendo um chocolate para acompanhar a novela das oito. Imagine você fazendo tudo isso invariavelmente ao longo de trinta ou quarenta anos...

Agora você está no shopping observando as pessoas, onde muitas estão com um sorvete na mão ou comendo alguma guloseima. Veja as mesas dos restaurantes repletas com algum refrigerante ou doce. Veja as pessoas nas ruas sempre com algo doce na mão.

Esses hábitos insidiosos, constantes, prazerosos e antinutritivos são os que vão nos desmineralizando e mudando a nossa fisiologia, anatomia e os nossos comportamentos (tristeza ou agressividade) lenta, gradual e insidiosamente, ou seja, muito sutilmente. Cada pessoa vai reagindo e sinalizando o processo de degeneração pelo corpo ácido ao seu modo, lenta e constantemente, seja na cárie, no tártaro, na gengivite, na sinusite, nos resfriados recorrentes, nas inflamações de gargantas, nas dores de cabeças crônicas etc. É um processo de sofrimento lento, gradual e sutil. Essa história vem se repetindo e se aprimorando nocivamente há séculos, passando de pai para filho, de geração em geração, modificando o código genético. Ao longo de alguns anos, de acordo com a teoria da evolução das espécies de Darwin, seremos seres muito fracos biologicamente, talvez até feios, e muito mais dependentes de organizações médicas e farmacêuticas.

Em havendo paz interior, conseguimos gerenciar melhor nossos pensamentos e administrar as nossas emoções. Em paz, conseguimos vislumbrar o belo, se colocar no lugar do outro, desfazer focos de tensão emocional e ser autor de nossa história. A arte da dúvida, da crítica e da determinação, técnica da Terapia da Inteligência Multifocal, só alcançará sucesso em você (superação do cárcere da emoção em razão do estresse, depressão, ansiedade, dependência psicológica das drogas e ciúmes) quando você compreender pela VONTADE PRÓPRIA e AÇÃO que:

a) a doença se inicia no corpo psíquico (consciência celular);
b) nenhuma doença mantém-se no sangue alcalino (pH 7,35 a 7,45);
c) o alimento funcional, nutracêuticos e ervas são essenciais para a longevidade e qualidade de vida;
d) não basta você conhecer os papéis da memória. Para sair do imbróglio mental, você deverá obrar a arte do silêncio, respiração e meditação;
e) Os alimentos vegetais, por estarem ligados à terra, têm força vital, até as águas minerais alcalinas (pH = ou maior que 7), por correrem em rochas.
f) Os meios de radiodifusão (TVs, Rádios etc.) são facilidades tecnológicas que perturbam nossa psique pela frequência das vibrações nocivas, que causam paranóias, psicoses e histeria coletivas. Dedique-se há ficar menos tempo diante dos lixos psicológicos produzidos pela tecnologia e mídia. A novela, por exemplo, é um mal que colabora na SPA.
g) Afaste-se dos parentes e amigos negativos. Pessoas que costumam falar "não dá", "não consigo", "é difícil" são atrasos em sua vida. Lembre-se: a linguagem também influencia nosso comportamento e psique. Observe.
h) Alongamentos, exercícios leves e asseio corporal estimulam nossa auto-estima.
Açúcar X Saúde -
:: Conceição Trucom - mailto:mctrucom@docelimao.com.br ::

Falando, escrevendo, dando dicas e receitas da Alimentação Desintoxicante ou sobre o poder terapêutico do Limão, sempre surgem pessoas perguntando: posso colocar açúcar no meu suco desintoxicante? Posso tomar o limão com açúcar? Posso usar mel? Posso usar adoçantes?

Enfim, mesmo tendo como ponto de interesse a desintoxicação e um tratamento de saúde, as pessoas insistem em adoçar a sua grande oportunidade de cura. Vejamos o quanto de in-sano (não saudável) existe nesta necessidade.

Até cerca de 300 anos atrás a humanidade não usava aditivos doces na sua dieta ordinária. Os povos antigos e civilizações passadas não conheciam este famoso aditivo doce. O mel era usado eventualmente, mais como remédio. Como remédio!

Este processo histórico prova que o açúcar é desnecessário como alimento. Foi só a partir dos dois últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido em larga escala e ser consumido de forma cada vez mais intensa. Cada vez mais purificado, o açúcar de cana (ou beterraba) se transformou em sacarose branca. Um pó branco.

Hoje somos uma civilização consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar. O açúcar refinado é o resultado de um processamento físico-químico que extrai da garapa a sacarose purificada e anidra, usando e adicionando produtos químicos como clarificantes, antiumectantes e agentes de moagem. Aditivos químicos, sintéticos, muitas vezes cancerígenos e/ou danosos à saúde.

O açúcar refinado deve ser considerado como um produto quimicamente ativo, pois se trata de uma substância resultante de um processo de purificação, um concentrado. Do xarope inicial, além de evaporado, são retiradas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas, impurezas etc. O produto final é a sacarose concentrada a mais de 90%, um carboidrato de elevado poder calórico e de liberação de glicose no sangue. Um alimento vazio de nutrientes, ao contrário, rico em aditivos e resíduos de um processo físico-químico, razão pela qual devemos considerar o açúcar como um não alimento, zero de energia vital, portanto, como na classificação do livro do Dr. Soleil - Você sabe se desintoxicar? - um alimento biocídico (bio = vida + cídico = que mata).

O corpo humano não necessita de açúcar refinado. O que ele realmente necessita é de glicose, ou seja, o tijolo básico dos carboidratos. Mas essa glicose pode ser facilmente obtida a partir de uma alimentação balanceada, onde frutas, cereais integrais, legumes e hortaliças são consumidas diariamente. Ao contrário do que dietas como a do Dr. Atkins e a de South Beach preconizam (quando evitam o consumo de carboidratos), a glicose é o principal combustível de ser humano, portanto é muito importante para o seu pleno metabolismo, quando gera energia de crescimento, regeneração, movimento, pensamento e manutenção. Assim, consumida da forma correta, de fontes naturais, que inclusive o organismo precisa digerir para obtê-la, existem tempos e condições que só fortalecem e favorecem o organismo.

Mas, o slogan afirma: "açúcar é energia".
Entretanto, esta é uma citação enganosa, pois na verdade, o correto seria dizer que: "açúcar é uma injeção de glicose na veia, ou seja, superabundância de energia química concentrada.

E aí reside o problema: açúcar refinado é sempre excesso de energia, acima das necessidades reais. E, uma vez ingerido, para onde vai este excesso?

•Depósito de gordura corporal nas vísceras, órgãos, sistemas...
•Maior demanda de energia metabólica (estresse metabólico) para contornar as desarmonias energéticas geradas;
•Envelhecimento precoce, pois a célula só usa o que necessita, todo o resto passa a ser um "estorvo" metabólico;
• Estímulo excessivo do pâncreas;
•Depressão do sistema imunológico, incluindo problemas como doenças repetitivas;                                                                               •Desmineralização orgânica, incluindo problemas de anemia, dentes e ossos;                                                                                                           •Subnutrição pela depressão de enzimas digestivas, portanto pobre aproveitamento e fixação de nutrientes e;
•Problemas digestivos, gases, constipações, etc.

Ao se consumir um produto extremamente concentrado, isolado, será exigido do organismo uma compensação química. Ou seja, serão seqüestrados cálcio e magnésio do metabolismo e das reservas. Então, indiretamente, o açúcar "rouba" do organismo depósitos destes minerais, e esta carência de cálcio, magnésio e ferro aumenta quanto maior a ingestão de açúcar. Podemos afirmar então que o açúcar é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante, um agente de desarmonização metabólica. Açúcar não é "alimento", mas um "antinutriente".

Seus efeitos são como o de uma verdadeira droga, lentos, acumulativos e insidiosos, vão minando a saúde dia após dia, ano após ano.

Importante lembrar que todo alimento classificado como carboidrato ou energético, que são os cereais e suas farinhas, as frutas, os legumes e as verduras, são assim denominados porque se transformam em glicose durante seu processo digestivo. Também, uma pequena parte das carnes e até mesmo das sementes se converte em glicose.
Portanto, numa alimentação balanceada e consciente, esta é a rota energética natural de mantemos as necessidades bioquímicas do corpo. Isso explica por que povos antigos não necessitavam de açúcar extra.

Assim, se levarmos em conta que não necessitamos de açúcar extra, tudo o que se consome de açúcar nestes três últimos séculos é excessivo, exagerado, muito além do que o organismo necessita.

Não são necessários aditivos adoçantes nem açúcar.
Já que o açúcar refinado existe e é impossível negar seus prazeres, vamos ao bom senso, à criatividade, ao adaptar-se? Nestes tempos de modernidade e high tech, ingerimos muito mais "energia" do que o necessário. Principalmente porque a humanidade está muito menos física, ao contrário, mais sedentária.
O Brasil, um dos maiores produtores de açúcar do mundo, tem um problema cultural, pois sua economia iniciou-se pelo cultivo da cana. Infelizmente, o brasileiro consome cerca de 200 gramas de açúcar/dia. Por extensão são cerca de 6 quilos/mês ou 72 quilos/ano.

Portanto, a cada 13 anos a pessoa consome 1 tonelada de açúcar. Então um cidadão brasileiro de 40 anos já fez passar pelo seu organismo algo como 3 toneladas de açúcar.
Referência: "Relatório Orion" - Dr. Márcio Bontempo - L&PM Editores.

A mente viciada deseja muito açúcar, sonha açúcar, imagina açúcar, não consegue pensar outra coisa, raciocinar, vira um fantoche, um zumbi com os olhos vidrados diante da idéia de ingerir um doce. Se não tem um doce, vai leite em pó, vai leite condensado, vai açúcar de colher. Vejo um doce e esqueço todos os meus propósitos, todas as minhas prioridades.

Que tal usar a informação para ativar a força de vontade, a auto-estima, a determinação, a motivação para buscar uma salada de frutas, uma fruta assada, um bolo integral feito com metade do açúcar (mascavo); usar frutas secas, mastigar mais todos os alimentos e achar o seu sabor sem embotar as papilas com toneladas de açúcar?
Pelo fato de entorpecer e sedar, a lucidez e a clareza ficam em alguma instância prejudicadas. Isto é cultural. Os pais enchem as crianças de açúcar para elas ficarem mais dóceis; os escravos eram supridos de açúcar para ficarem mais dopados, porém felizes.

E o pior é que as pessoas viciadas em açúcar não percebem isso porque não têm referência. Como seria você se não consumisse tanto açúcar? Como seria sua disposição? Sua capacidade de concentração? Sua capacidade de realizar todos os seus desafios de cada dia? Sua capacidade de ser mais participativo e ativo nas relações? Sua serenidade? Sua ansiedade?

Fica esta proposta no ar: Como você seria se consumisse (somente por uma semana) metade do açúcar que consomes hoje?

CÉU E INFERNO

Não há garantia de que você irá para o céu se comer salada todos os dias, ou padecer no inferno porque vez por outra come um bombom. Contudo, se você nunca come legumes e verduras, mas se "entope" de bombons, é natural que algumas conseqüências possam lhe acontecer aqui na Terra mesmo! A sabedoria está no equilíbrio...

Já o açúcar branco, o cristal, o mascavo, o melado de cana e o demerara apresentam IG em torno de 100%, também muito elevados, com comportamento quase semelhante ao mel e ao malte de cereais.
Porém, a lactose (o açúcar do leite) e a frutose (o açúcar das frutas) apresentam IG em torno de 40%.

1. Reduzir o consumo de açúcar, principalmente os isolados (purificados em alguma instância) em nossa alimentação diária;

2. O açúcar branco (refinado) é o mais danoso de todos pois contém elevadíssima concentração de sacarose e aditivos muito prejudiciais ao metabolismo humano;

3. O mel e os melados (de cana, de beterraba, de caju e outras frutas) devem ser consumidos somente como remédios, portanto em dosagens comedidas;

4. Ao consumir açúcares, procurar associá-lo com outros alimentos, que sejam ricos em fibras, água vital, proteínas e gorduras nutricionais, ou seja, de forma diluída e balanceada.