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Os Nitratos, o Meio Ambiente e a Saúde
Os nitratos representam grave problema para a segurança alimentar, principalmente porque podem se transformar em nitritos - quer durante a conservação dos alimentos entre a colheita e o consumo, quer dentro do aparelho digestivo. A possível síntese de nitrosaminas cancerígenas a partir de nitritos (provenientes, por exemplo, de pesticidas) e de diversas aminas, causa grande preocupação. A ingestão de altas doses de nitratos e nitritos pode causar câncer do estômago e do esôfago.

Os nitratos são especialmente perigosos para os bebês, porque causam uma grave doença do sangue que pode ser fatal. Também foram divulgados outros efeitos muito sérios sobre a saúde humana.
Os nitratos e nitritos são comumente usados como conservantes e colorantes para carne, embutidos e alguns derivados de peixe. Além disso, o excesso de adubos nitrogenados é encontrado nos lençóis freáticos, provocando um aumento constante e perturbador de nitratos na água potável. Em alguns lugares (principalmente na proximidade de criação de gado ou de amplas plantações com adubos químicos), essas águas "naturais" já se tornaram impróprias ao consumo, especialmente para o recém-nascido.

Há uma nítida relação entre a concentração de adubos nitrogenados solúveis (utilizados na agricultura convencional) e a quantidade de nitratos contida nas hortaliças.
Alimentos orgânicos contêm bem menos nitratos, porque esses fertilizantes nitrogenados não são utilizados na agricultura orgânica. Além disso, o teor mais elevado de vitamina C, encontrado nos vegetais orgânicos, representa uma dupla garantia para a saúde do consumidor, já que a vitamina C é um inibidor muito eficaz da transformação de nitratos em nitritos.
Portanto, para obter boa saúde, é importante evitar alimentos e águas que contenham muito nitrato, principalmente para as crianças.
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Resumo da palestra apresentada em Belo Horizonte pelo Dr. Jean-Claude Rodet, cientista canadense
O mercúrio - causa comprovada de dano cerebral!
Dr. Neil Barnard responde perguntas sobre nutrição e saúde.

P - Tenho procurado me alimentar da forma mais saudável. Portanto, deixei de comer carne de vaca; depois deixei a carne de porco e, finalmente, deixei de comer carne de frango. Minha irmã diz que eu devo deixar também de comer peixe. O que o doutor acha?

R - Sua irmã tem razão.
Todos esses podem contribuir para defeitos congênitos, prejudicar os rins e o desenvolvimento mental e até mesmo causar câncer.

Um estudo da Agência de Proteção Ambiental mostrou que mulheres que consumiam peixe duas vezes por semana apresentavam concentração de mercúrio no sangue sete vezes maior do que mulheres que não comiam peixe há um mês. O mercúrio comprovadamente causa danos ao cérebro, perda de memória, alterações da personalidade, tremores, abortos espontâneos e danos ao feto em formação.

Os peixes confinados são tão prejudiciais quanto os peixes selvagens, ou até mais. Eles são alimentados com peixes selvagens e acabam tendo níveis mais elevados de gordura corporal, que absorvem ainda mais toxinas
. O Grupo de Trabalho Ambiental estima que cerca de 800.000 pessoas nos Estados Unidos enfrentam um risco maior de desenvolver câncer, devido a salmões criados em confinamento. O corante usado no salmão também pode causar danos na retina. E, de acordo com cientistas da Universidade de Indiana, até mesmo retardadores de chama têm aparecido na carne do salmão.

Os peixes contêm ácidos graxos Ômega-3, benéficos para o coração, porém cerca de 15 a 30% da gordura de peixe é gordura saturada, o tipo que eleva os níveis de colesterol. Vegetais, frutas e feijões geralmente têm baixo teor de gordura. A gordura que contêm é rica em ácidos graxos Ômega-3, sem os riscos dos peixes. Alimentos à base de soja, nozes e óleo de linhaça também são ricos em ácidos graxos Ômega-3.

Carne de peixe é tão prejudicial ao organismo humano quanto aquelas outras carnes que você prudentemente resolveu evitar. Os peixes absorvem produtos químicos tóxicos da água e também de outros peixes que comeram. A carne dos peixes armazena PCB (bifenil policlorinado) e outros produtos prejudiciais como, por exemplo, cádmio, chumbo, cromo, arsênico e mercúrio.
Fonte: Peta’s Animal Times, primavera 2005. Dr. Neil D. Barnard é presidente do PCRM, Physicians Committee for Responsible Medicine.